Onde instalar câmeras na cidade: critério antes de quantidade
Mais câmeras não significam mais segurança. Como escolher os pontos a partir das ocorrências, dos acessos, da iluminação e da capacidade real de monitorar.

A pergunta certa não é "quantas"
É comum que projetos de videomonitoramento sejam apresentados pelo número de câmeras. O número impressiona, mas não diz nada sobre o que elas enxergam, quem olha para elas e o que acontece quando elas mostram algo. Uma câmera no lugar errado custa o mesmo que uma no lugar certo, e rende muito menos.
Os critérios para escolher o ponto
Onde as ocorrências acontecem
O histórico de ocorrências da guarda, da polícia e dos chamados do cidadão mostra onde os problemas se concentram. É o ponto de partida mais defensável, porque é verificável e pode ser revisto a cada ano.
Acessos e rotas
Entradas e saídas da cidade, pontes, avenidas principais e acessos a bairros permitem acompanhar deslocamentos. Uma câmera num acesso serve a várias investigações; uma câmera numa rua sem saída, a quase nenhuma.
Finalidade de cada câmera
Câmera de contexto, que mostra a rua inteira, e câmera de identificação, que mostra rosto ou placa, pedem posição, altura e lente diferentes. Definir a finalidade antes evita a câmera que vê tudo e não identifica nada. Para a escolha do equipamento, veja a comparação entre câmera IP e analógica.
Luz à noite
A maior parte das câmeras enxerga pior à noite, e muitas dependem da iluminação pública para uma imagem utilizável. Um ponto escolhido de dia pode ser inútil depois das 18h. A relação entre iluminação pública e câmeras merece ser verificada na visita técnica.
Infraestrutura disponível
Energia estável, rede de dados e poste com altura adequada. Ponto sem enlace de dados pode custar mais que a câmera, e isso precisa entrar na conta antes da decisão.
Quem vai olhar
Uma central com poucos operadores não acompanha centenas de câmeras ao vivo. Isso não torna as câmeras inúteis, mas muda o papel delas: parte da rede serve à investigação depois do fato, e parte depende de alerta automático para chamar a atenção do operador. O dimensionamento da central faz parte do projeto de instalação.
Depois de instalar
Câmera instalada que para de funcionar é ponto cego que ninguém percebe. A rotina de manutenção de câmeras é o que mantém o critério de instalação valendo com o tempo.
No FaceGuard, câmeras e ocorrências ficam no mesmo mapa operacional, o que permite revisar a posição das câmeras contra o histórico real da cidade.


