Manutenção da iluminação pública: do chamado ao ponto consertado
Cadastro de pontos, registro do chamado, ordem de serviço com prazo, evidência de conclusão e reincidência: como organizar a manutenção da luz da cidade.

O problema não é trocar a lâmpada
Trocar uma lâmpada é simples. O difícil é saber qual trocar, em que ordem, e ter certeza de que foi trocada. Em muitas cidades, o chamado chega por telefone, vira anotação, entra numa fila que ninguém vê inteira e só volta à pauta quando o morador reclama de novo.
O caminho em cinco etapas
1. Cada ponto com identidade
Todo poste e toda luminária precisam de um identificador único, com localização, tipo e potência. Sem cadastro, dois chamados sobre o mesmo ponto parecem dois problemas, e o reparo feito no poste vizinho parece resolver o chamado.
2. O chamado ligado ao ponto
O chamado do cidadão, a ronda noturna e o sensor de telegestão apontam para o mesmo cadastro. A origem do aviso importa menos que chegar ao ponto certo.
3. Ordem de serviço com prazo
A falha vira ordem de serviço com responsável e prazo por tipo de problema. Pontos que afetam câmeras, travessias ou escolas podem ter prazo menor; o texto sobre iluminação pública e câmeras explica por quê.
4. Evidência de conclusão
A equipe de campo registra a execução com foto, horário e peça usada. Sem evidência, a ordem fechada é uma declaração, e a prestação de contas depende de confiança.
5. Reincidência
O mesmo ponto falhando várias vezes indica outro problema: rede elétrica, driver, vandalismo, instalação. O histórico por ponto é o dado que decide entre reparar de novo e substituir.
Os números que valem acompanhar
- Tempo entre o aviso da falha e o reparo, por região e por equipe.
- Quantidade de ordens em atraso, por tipo de falha.
- Pontos com mais de uma falha no período.
- Proporção de falhas avisadas pelo cidadão, e não pela própria rede ou pela equipe.
O último indicador mostra quanto a cidade depende da reclamação para saber o que está apagado. A telegestão reduz essa dependência, e a troca para LED muda o tipo de falha; veja a comparação entre LED e vapor de sódio.
Para a manutenção de outros ativos da rede, como câmeras, o raciocínio é o mesmo, e está em manutenção de câmeras da cidade.
Na guardCity
O DirectLuz segue essas etapas: cadastro georreferenciado de postes e luminárias, falha que vira ordem de serviço com prazo e responsável, execução registrada com evidência no app de campo e tempo de reparo por região, exportável por período.


